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terça-feira, 6 de março de 2012

Tem início a primeira turma de Gestão de Cooperativas da Escoop


Escrito por Luiz Roberto de Oliveira Junior
Com a presença de representante do Ministério da Educação, da OAB/RS, conselheiros do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, presidentes e dirigentes de cooperativas gaúchas, alunos e familiares, teve início na noite de ontem (01) as aulas da primeira turma a ser diplomada pela Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo – Escoop. Em uma solenidade histórica, o presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Frederico Perius, proferiu a aula inaugural do curso, que contará com 42 alunos integrantes de seis ramos do cooperativismo. Perius agradeceu “principalmente aqueles que estão compreendendo a importância do marco de hoje e, falando em marco, faço uma referência ao ex-ministro da agricultura Roberto Rodrigues, que ao se referir ao ano de 2012 disse: é o marco mais importante do início do século. Esta é a nossa responsabilidade, esperamos que assim seja e temos que fazer força por isso”, completou.
O diretor-geral da Escoop, professor Derli Schmidt, lembrou a presença de alunos de cooperativas de seis ramos e fez uma referência ao fato de o curso ter início em 2012, instituído o Ano Internacional das Cooperativas pela ONU (Organização das Nações Unidas). Salientou ainda todo o caminho percorrido até a autorização pelo Ministério da Educação e das dificuldades para alcançar esse objetivo. “Ao chegar em Brasília para o encaminhamento da documentação da nossa Escola, já éramos reconhecidos até pela senhoras que serviam o café no Ministério”, relembrou emocionado. Por último, enfatizou a avaliação máxima do projeto pedagógico e da responsabilidade em manter a excelência obtida.
O vice-presidente da OAB-RS, Jorge Fernando Maciel, enalteceu a importância desses alunos pioneiros para o cooperativismo do Brasil. “Tenho uma ponta de inveja dos alunos que tem o privilégio dessa primeira turma, pois terão os seus nomes registrados na história do cooperativismo”. Coordenador do grupo de trabalho da cooperativa de Crédito dos advogados, em fase de implantação e com protocolo no Banco Central no dia 28 de dezembro de 2011, revelou ter descoberto uma área apaixonante de atuação, o cooperativismo. “Com a criação da cooperativa esperamos que ela seja um cabedal de benefícios para a nossa classe”, encerrou.
O avaliador do Ministério da Educação, Antônio Edmar Teixeira de Holanda, que teve uma participação importante na implantação do curso, dirigiu-se aos alunos. “Vocês têm uma grande responsabilidade. Isso é importante pra quem tem compromisso com a comunidade e fiquei feliz em receber o convite para vir aqui. Vocês foram audaciosos, pois vocês já são uma escola de educação superior que obteve autorização e credenciamento para funcionar pelo Ministério da Educação e passaram pelo Conselho Nacional de Educação”, lembrou.
Coordenador de pesquisa e extensão da Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo, Mario De Conto saudou o Sescoop/RS como mantenedor de uma instituição de ensino pioneira e disse que esse foi o passo inicial de uma caminhada longa, firme e muito bem fundamentada. Já Irno Pretto, vice-presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, disse que essa data irá ficar na história do cooperativismo gaúcho e brasileiro, assim como o Padre Amstad em 1902. Para ele, os cooperativistas gaúchos estão marcando o Ano Internacional das Cooperativas com esse momento. Lembrou ainda das dificuldades da reestruturação do Sistema e da gestão competente e reta que está sendo realizada atualmente.
Após os pronunciamentos, o professor Vergilio Perius disse aos presentes que o Sescoop paga 70% das bolsas dos alunos e que esse valor retorna em investimento para o sistema cooperativo gaúcho, colaborando essencialmente para a gestão das cooperativas. O aluno primeiro colocado no vestibular da Escoop, Nelson Krug Bezerra, que trabalha como porteiro na sede da Escola, recebeu em nome dos alunos uma pasta com o material a ser utilizado nas aulas. Após a cerimônia, os alunos e convidados confraternizaram em um coquetel oferecido pelo Sistema Ocergs-Sescoop/RS.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O Cooperativismo Social

O cooperativismo social, vertente de uma das propostas que estão na raiz do cooperativismo que é a responsabilidade social.
Representando 8% da força de trabalho na Europa, a economia social envolve cerca de nove milhões de pessoas, empregando principalmente trabalhadores desfavorecidos, o cooperativismo social é um modelo da nova geração de cooperativas que surgiram no mundo nos últimos 30 anos.
De acordo com o presidente da ACI, o Parlamento Europeu define a economia social pela prioridade do indivíduo sobre o capital. O objetivo das cooperativas sociais é o trabalho voltado especificamente para a melhoria da situação social das pessoas carentes e grupos marginalizados, como idosos ou deficientes mentais. Na Itália, as cooperativas sociais já são o maior fornecedor de serviços sociais do país.
Existem na Itália cerca de seis mil cooperativas com 160 mil adeptos, dentre os quais 15 mil desfavorecidos. A idéia está se difundindo também na Espanha, França e Suécia. Normalmente são cooperativas pequenas, com no máximo 22 adeptos. Os profissionais que trabalham internamente têm alto nível técnico.
Baberini classificou as cooperativas sociais em dois tipos: A - que trabalha com educadores, assistentes sociais, enfermeiros, cujo público são deficientes, idosos, menores de idade e dependentes químicos, tendo como atividades principais prestação de saúde, educação, entre outras; e B - que trabalha com a inclusão social de pessoas desfavorecidas, como desempregados, mendigos, entre outros. As atividades principais desenvolvidas por este tipo de cooperativa são a reciclagem de lixo, artesanato, limpeza, entre outras.
“A empresa cooperativa demonstrou, ao longo de todos esses anos, uma grande capacidade evolutiva, passando com competência dos setores mais tradicionais para os inovadores”, afirmou Barberini. Nos últimos 160 anos, os números do cooperativismo se multiplicaram: 800 milhões de sócios, 100 milhões de adeptos, 400 milhões de agricultores associados em cooperativas, 50% da produção agrícola mundial passando por atividades das cooperativas e presença em mais de 100 países.
Para mostrar e evolução do cooperativismo no mundo, o presidente da ACI disse que Atualmente na Índia existem cinco milhões de cooperativas, envolvendo 236 milhões de pessoas. Nos Estados Unidos, há 26 milhões de sócios de cooperativas de eletrificação e 40% da população americana tem alguma ligação com cooperativas de crédito.
Na Estônia, 45% das famílias vivem em casas de cooperativas e na Holanda, as cooperativas agrícolas cobrem 75% do mercado. No Brasil, segundo ele, nos últimos 90 anos, o cooperativismo cresceu seis vezes. Apenas no ano passado, as cooperativas foram responsáveis por exportações no valor de US$ 1 bilhão.
O Sebrae também é um parceiro do cooperativismo. O Sistema Sebrae apóia mais de dois mil empreendimentos coletivos, como associações, cooperativas, consórcios e núcleos setoriais.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

COOPERATIVA EDUCACIONAL

Por: Izabel Sadalla Grispino *

Diferentes organizações de ensino surgem no cenário educacional do País. Uma modalidade de escola em expansão são as chamadas cooperativas educacionais, formadas pelos próprios pais. Elas despontam em razão do descontentamento com o ensino público, com o particular, no aumento das suas mensalidades, e nos últimos cinco anos cresceram cerca de 80%.
As escolas cooperativas, no Brasil, iniciaram-se na década de 90. Há, atualmente, no País 625 escolas que são cooperativas filiadas à Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). No Estado de São Paulo, são 55, a maioria funcionando no interior. Em 1992, existiam apenas quatro cooperativas educacionais no Estado de São Paulo, mas o sucesso dessa organização tem ensejado a sua evolução.
São os pais dos alunos os fundadores da cooperativa e também seus financiadores. Para a abertura, cada pai contribui com cerca de R$ 300,00, acrescidos, por mês, do rateio das despesas. A mensalidade é substituída pelo rateio, que varia de escola para escola e é controlado pelos seus membros. Quando os filhos saem da escola, os pais deixam a cooperativa e levam o que restou de sua parte no capital. Novos alunos significam novos pais cooperados. Os pais cuidam da escola com dedicação e interesse, como uma construção deles. Em média, é 40% mais barato que as mensalidades das escolas particulares.
A escola é administrada pelos pais, por meio de conselhos eleitos e a responsabilidade pela execução da linha pedagógica, escolhida pelos pais, cabe ao professor e aos profissionais da área da educação contratados pela cooperativa. Tem tido prioridade a adoção do modelo de ensino que se apoia no método socioconstrutivista. O cooperativismo é ressaltado como uma construção de valores.
Nem todos os pais trabalham na administração da escola, mas todos estão por perto, com direito a esclarecimentos e a opinar. Os pais que não fizeram parte da fundação das cooperativas usufruem igualmente da participação direta da gestão e abraçam a causa com o mesmo sentido de sucesso educacional.
Estas escolas não visam lucro, têm como principal objetivo a boa formação do aluno. A sobra de dinheiro vai para melhorar a infra-estrutura, quer dos recursos humanos, na capacitação docente, quer dos recursos materiais, na compra de equipamentos, de material didático-pedagógico. Nas escolas particulares, o pai paga a mensalidade, praticamente se retrai e aguarda o resultado. Nas cooperativas, eles crescem com a participação, quer da esfera administrativa, quer da pedagógica. Isso resulta em um triplo incentivo: da escola, dos pais e dos alunos.
A escola cooperativa é um trabalho interativo entre família e escola. Há um envolvimento produtivo. É uma escola que precisa mostrar serviço, comprovar um bom rendimento escolar, manter bom conceito. Revelam as estatísticas que as cooperativas educacionais têm demonstrado um padrão muito bom de ensino. Elas criam condições para ter qualidade.
Há escolas cooperativas que se tornaram famosas pelo sucesso de seus alunos, como a escola de Goiatuba, no interior de Goiás, fundada em 1992, tendo hoje cerca de 400 alunos. Nestes últimos vestibulares da Fuvest, Unicamp e Fundação Getúlio Vargas, um seu aluno, Lucas Mendes, foi o 1.º colocado. Outras cooperativas educacionais aprovam, segundo dados de pesquisa, alunos do ensino médio, em vestibulares concorridos, sem necessidade de freqüentar cursinhos.
Não se tem notícia de cooperativas educacionais mal organizadas, mal sucedidas. O empenho dos pais contamina professores e alunos e no conjunto há um esforço, uma vontade de todos, para colocá-las em um bom termo, em um bom desenvolvimento.
As escolas cooperativas são regidas pela Lei Federal n.º 2.764/71. As pessoas, os pais, interessados em formar uma cooperativa educacional, devem valer-se dos seguintes requisitos: constituir, pelo menos, 20 pessoas que pagam a cota-parte, formando o capital da cooperativa. Essas pessoas farão parte da assembléia, que elegerá o conselho administrativo e o conselho fiscal da cooperativa, ambos com mandato de dois anos. Cria-se o estatuto da cooperativa, registra-o na Junta Comercial e na Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp) ou do Estado correspondente. Uma equipe de educadores, que também pode ser outra cooperativa, é contratada para executar a linha pedagógica, já escolhida pelos pais.
As cooperativas educacionais são uma excelente oportunidade para não se onerar as despesas da família, com a vantagem de ver os filhos freqüentando uma escola que prima, acima de tudo, por seu bom nome, oferecendo um ensino de qualidade, um ambiente regido pelos próprios pais.

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Lajeado, Rio Grande do Sul, Brazil
Curso Gestão de Cooperativas - UNIVTES. marcos.cooperativismo@gmail.com
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