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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Cooperativismo no Mundo

Em todos os países do mundo existem cooperativas. A Índia é o país com o maior número de cooperativas, 164 milhões e em segundo a China com 160 milhões.
Gugarat é um Estado da Índia onde fica a maior e mais moderna usina de transformação de leite do mundo.
No ano de 1955 em Mondragon na Espanha o país passava por uma séria crise, e os racionamentos de energia eram constantes, o padre José Maria Arizmendiarrieta reuniu a comunidade e adquiriu, em sistema de cooperativa uma indústria de pequenos fogões e aquecedores a gás.
Esse foi o primeiro passo para transformar Mondragon num pólo de prosperidade. Hoje, quase tudo na cidade se baseia no cooperativismo.
Em 1969 surgi a primeira cooperativa de mulheres de limpeza e administração de restaurantes industriais, com o auxílio do padre José Maria. Atualmente esta cooperativa conta com mais de cem mil clientes e fornece mais de dez mil refeições por dia. No Brasil tem a COOMET, Cooperativa de limpeza e conservação das mulheres de Tejucupapo em Olinda, Pernambuco e ainda em Olinda a COOPLAN Cooperativa das lavadeiras de Bultrins.
Na Suécia se encontra a maior refinaria de petróleo responsável por 20% da produção do país e pertence a uma cadeia de Cooperativas.
O cooperativismo é muito forte na Polônia, existem 15 milhões de cooperados, 75% das moradias do país foram construídas por cooperativas habitacionais.
E é na Romênia onde encontramos várias Estações de Férias que pertence a Cooperativa de Turismo.
Todas essas Cooperativas provam o sucesso do movimento cooperativista.

domingo, 13 de maio de 2012

Cooperativismo

Cooperativismo é um movimento econômico e social, entre pessoas, em que a cooperação baseia-se na participação dos associados, nas atividades econômicas (agropecuárias, industriais, comerciais ou prestação de serviços) com vistas a atingir o bem comum e promover uma reforma social dentro do capitalismo.
Os princípios cooperativos são a base do cooperativismo. Todas as cooperativas tomam estes princípios como base para o seu funcionamento. As "cooperativas" que não os seguem são vulgarmente denominadas pseudocooperativas.
Cooperativa é uma associação autônoma de pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer aspirações e necessidades econômicas, sociais e culturais comuns, por meio de uma empresa de propriedade coletiva e democraticamente gerida. (Conceito apresentado no Congresso Centenário da Aliança Cooperativista Internacional, em setembro de 1995, em Manchester, na Inglaterra).
Uma cooperativa pode ainda ser formada pela união de cooperativas singulares, sendo neste caso denomada "cooperativa central" ou "cooperativa de segundo grau". Estas visam racionalizar o uso de meios de produção (unidades industriais ou prestação de serviços, por exemplo), em especial nas atividades com pouca expressão em cada uma das cooperatívas singulares.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Cresce número de pessoas ligadas às cooperativas

O cooperativismo tem se consolidado como fonte de renda e inserção social a um universo cada vez maior de pessoas. Os indicadores do Sistema OCB confirmam essa tendência. Em 2011, o total de associados às cooperativas ligadas à Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) passou dos 10 milhões, registrando um crescimento de 11% em relação ao ano anterior, quando foram contabilizados cerca de 9 milhões. Seguindo essa mesma linha, também foi observado crescimento no quadro de empregados, que fechou o último período em 296 mil, 9,3% a mais do que em 2010. Os dados fazem parte de um estudo da Gerência de Monitoramento e Desenvolvimento do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop).

Número de cooperativas - O número de cooperativas ficou em 6.586, representando um decréscimo de 1% no comparativo a 2010. Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, essa redução mostra um caminho natural, de busca por maior competitividade no mercado. "As cooperativas se juntam, seja por fusão ou incorporação, para ter maior escala e, assim, ganharem mais espaço e ampliarem seus negócios. Em consequência disso, observa-se uma evolução significativa no total de associados e de empregados, ou seja, na força de trabalho", diz.

Crédito - Nesse contexto, o ramo crédito se destaca, apresentando o maior contingente de associados, com crescimento de 16% em relação ao ano anterior. Em 2011, o segmento chegou a 4,7 milhões de cooperados. Já em 2010, eram 4 milhões. Em seguida, aparecem os ramos consumo, com 2,7 milhões e 18% de aumento, e agropecuário, chegando próximo de 1 milhão, com 3% de expansão.

Regiões - Quando avaliada a quantidade de cooperativas, a região Sudeste aparece em primeiro lugar, com 2.349 empreendimentos e crescimento de 3% no comparativo ao ano anterior. Em seguida, está o Nordeste, com 1.738 e 1% de aumento. A região Sul aparece em terceiro lugar, com 1.050, mesmo tendo registrado 14% de diminuição no total de sociedades cooperativas no comparativo com 2010.

Cooperados - No tocante à relação de cooperados, o quadro muda um pouco. O Sudeste continua na primeira posição, com 4,7 milhões e 36% de expansão. Nesse caso, a região Sul ocupa o segundo lugar, com praticamente 4 milhões de associados e 15% de aumento. O Centro-Oeste aparece na terceira posição, com 644 mil e 10% de crescimento.

Geração de empregos - E quanto à geração de empregos diretos, a realidade é outra. A região Sul é a que tem maior quadro de colaboradores - 152 mil e 10% de expansão, e a Sudeste, figura em segundo, com 94 mil e 13% de crescimento. Também nesse item, o Centro-Oeste ocupa a terceira colocação, com 21 mil empregados e 20% de aumento no período.

Estados - O Estado de São Paulo é o que tem mais cooperativas registradas no Sistema OCB - 932. Minas Gerais e Bahia aparecem em seguida, praticamente empatados, com 785 e 783, respectivamente, no ano. No total de cooperados, destacam-se os estados de São Paulo (3,4 milhões), Rio Grande do Sul (1,9 milhões) e Santa Catarina (1,2 milhões). Já no de empregados, quem lidera é o Paraná (64,9 mil), seguido do Rio Grande do Sul (48,7 mil) e de São Paulo (48,5 mil).

Perspectivas / Brasil - Com base nos dados históricos, é possível fazer, estatisticamente, uma previsão do comportamento desses indicadores para os próximos cinco anos. A estimativa é de que o número de cooperativas registradas no Sistema OCB permaneça estabilizado. Já o total de cooperados, segue uma linha ascendente e constante, prevendo chegar, também até esse ano, a 12 milhões. Seguindo a mesma metodologia, espera-se que o Sistema ofereça, até 2016, 353 mil empregos. (Informe OCB)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Cooperativismo e seus símbolos

Uma sociedade de pessoas que se unem voluntariamente para fazer frente às suas necessidades e aspirações econômicas, sociais e culturais em comum por meio de uma empresa de propriedade conjunta e democraticamente controlada. É com esse princípio que cooperativas são organizadas prezando não apenas resultado econômico, mas também desenvolvimento social, ou seja, melhoria da qualidade de vida. A cultura cooperativista busca, assim, desenvolver a capacidade intelectual das pessoas de forma criativa, inteligente, justa e harmônica, visando melhoria contínua.
Muitos países desenvolvidos descobriram há décadas a função essencial do cooperativismo como instrumento de geração de renda, trabalho e diferencial de aumento de produtividade. Segundo dados da Aliança Cooperativa Internacional (AIC), estima-se que 800 milhões de homens e mulheres são sócios de cooperativas em todo o mundo. Além disso, pelo fato de os negócios cooperativos serem importantes não somente para seus sócios e colaboradores, mas também para seus familiares, o total de pessoas que, direta e indiretamente, têm suas vidas ligadas ao cooperativismo é estimado em 3 bilhões.
No Brasil, o Sistema Cooperativista Brasileiro, consolidado desde 1971 pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), integra hoje cerca de 6,7 milhões de cooperados, ligados a mais de 7,5 mil cooperativas de 13 ramos de atividade econômica. O cooperativismo, a cada dia, passa a ocupar espaço maior no cotidiano dos cidadãos e das empresas. Há cooperativismo na cultura, na produção industrial, no transporte, na agricultura e em todos os ramos que possibilita que os cidadãos façam do seu trabalho a forma de se desenvolverem e criarem melhores condições de vida.

Símbolo do Cooperativismo
Círculo
Eternidade da vida. Não há princípio nem fim.
Pinheiro
Imortalidade, perseverança e fecundidade.
Verde escuro
Plantas e folhas. O princípio vital da natureza
Amarelo
O sol, fonte de luz e riqueza.
Os dois pinheiros
A necessidade de união e cooperação.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

COMUNISMO-COOPERATIVISTA

Cooperativismo surge dentro do Comunismo mais puro praticado em toda história da humanidade. No livro bíblico de Atos dos Apóstolos, em seu capítulo 2 e versos 42 a 47 (ver também capítulo 4 e versos 32 ao 37) podemos conhecer o surgimento mais genuíno do comunismo-cooperativista. “Todas as coisas lhes eram comum” isso determina uma forma de gestão política, econômica e social praticada pelos que se convertiam dando origem assim a uma comunidade diferente dentre todas as outras. Então sabemos que o cooperativismo não é uma novidade, mas o jeito mais antigo e eficiente de se administar uma sociedade voltada para o coletivo em detrimento ao indivíduo.
Abaixo descrevo o cooperativismo em todo mundo (segundo Wellington R. Costa), com embasamento bíblico, numa demonstração compacta sobre a evolução da humanidade atrelada ao comunismo-cooperativista.

“Para entender o início do cooperativismo devemos focar o momento em que nossos ancestrais saíram da irracionalidade para a racionalidade. Esta passagem, que ocorreu atrelada com a evolução do raciocínio, foi sem dúvida alavancada pelos processos de caça. Os caçadores, sempre em busca de alimento para a tribo, se uniam, formando a mais primitiva forma de cooperativismo humano conhecida.

Do passado remoto até os dias de hoje podemos denotar uma quantidade enorme de iniciativas cooperativistas que auxiliaram a evolução humana em todas as esferas: Caça, pesca, obtenção de frutos da natureza e formas rudimentares de agricultura, como postulam atualmente os antropólogos, detinham aspectos de cooperativismo. A arte rupestre nos proporciona um registro comprobatório significativo destas rudimentares formas de cooperativismo.

No inicio da história, com a descoberta da escrita, há registros de formas de cooperativismo.

Na Antiga Babilônia, berço da civilização humana, formas de cooperativismo eram prática corrente. Isto pode ser abstraído de textos cuneiformes e mesmo na primeira epopéia humana conhecida na sua forma “tardia” (século VII A.C.) como é difundida no Ocidente: “A Epopéia de Gilgamesh”.

No Livro de Enoque, texto apócrifo contemporâneo à Bíblia, existe exemplos de cooperativismo na pecuária.

Na Bíblia em diversas passagens vemos menções a práticas cooperativas por vários povos.

Na Índia antiga textos em sânscrito da epopéia Mahâbhârata, de que faz parte o Bhagavad-Gîtâ, os quais foram compilados para a forma atual entre os séculos 5 e 1 a.C., nos trazem indicações de cooperativismo.

No Egito Antigo encontramos exemplos cooperativistas na construção de algumas das pirâmides e monumentos, bem como na produção da agricultura e de artigos artesanais de consumo.

Na Grécia Clássica já existiam formas de cooperação nos campos de trigo e no artesanato devidamente registrados. Aristóteles acreditava que a atividade filosófica cooperativa era capaz de conduzir ao verdadeiro conhecimento.

Na Alta Idade Media a Ordem dos Templários, embora norteada por escopo religioso, gerenciava parcialmente seus bens de modo cooperativista.

Na Baixa Idade Media e inicio do Renascimento, os artesões com suas confrarias que impulsionaram o renascimento do comércio eram essencialmente cooperativistas.

Nas Américas as antigas civilizações Asteca, Maia, Olmeca, Tolteca e outros grupos indígenas (mesmo alguns que subsistem na atualidade) formavam cooperativas de agricultura, caça e pesca.

As Missões Jesuítas na América Latina, inclusive no Brasil, desenvolveram posturas cooperativistas na produção agrícola e mesmo na produção de cultura com suas orquestras, corais, escultores, atores e pintores.

Nas artes temos durante o período Parnasiano o nascimento das Academias, que eram na verdade unidades educacionais voltadas a ensinar das artes a seus alunos. A administração de algumas destas Academias seguiam critérios cooperativistas.

Outro aspecto das artes que teve origem cooperativista são os vernissages. Estes, na sua origem, ocorriam na noite anterior à abertura de uma exposição. Os artistas que iriam expor se reuniam e, com ajuda de outros artistas, davam a última passada de verniz sobre as obras que deveriam ser expostas no dia seguinte. Ajuda mútua é cooperativismo.
O Cooperativismo Moderno, depois de vivenciar uma vasta tradição humana de mais de 10 milênios de historia amplamente documentada, reaparece como uma reação a alguns aspectos da primeira revolução industrial. Surgiram na França e Inglaterra sociedades com características de cooperativas. Tais movimentos foram conduzidos por idealistas, como Robert Owen, Louis Blanc, Charles Fourier, entre outros, que defendiam propostas baseadas nas idéias de ajuda mútua, igualdade, associativismo e auto-gestão. Estes são os mesmos princípios que norteavam as cooperativas da Baixa Idade Média e início do Renascimento. Em 1844 28 tecelões na Inglaterra criaram uma sociedade de consumo, baseada no cooperativismo puro, chamada “Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale”. Esta sociedade fundamentou os chamados “Princípios Básicos do Cooperativismo”. Na batida do tempo tais conceitos se aperfeiçoaram. Entretanto, no seu cerne manteve: adesão livre e voluntária, gestão democrática pelos cooperados, participação econômica dos membros, autonomia e independência, educação, formação, informação, inter-cooperação e interesse pela comunidade”.

Assim se forma, durante toda linha histórica, o verdadeiro comunismo-cooperativista. O importante é o coletivo, o indivíduo trabalha em prol do coletivo e assim toda sociedade tem harmonia, prosperidade e paz. Uma vez não havendo conflitos por causa da ganância, que acontece sempre que o indivíduo é o “centro de todas as coisas”, este tipo de sociedade viverá em paz, e por conseqüência, prosperará em tudo o que fizer, determinando que não “haverá necessitados entre eles”. Ao contrário do capitalismo, gerador do individualismo, onde a disputa, a concorrência, a competitividade está sempre presente em todos seus atos gerando conflitos eternos.

Necessitamos de uma reeducação direta e eficiente para que toda sociedade conceba o feto do cumunismo-cooperativista, preparando, por todos os meios, ambiente para o nascimento de uma sociedade pura, voltada para o bem de todos. Infelizmente no feudalismo ou no capitalismo nunca haverá ambiente para que se desenvolva um comunismo-cooperativista em sua essência, daí a necessidade de se desenvolver e aplicar uma educação específica em todos os níveis.

As religiões, embora tendo em suas mãos os verdadeiros conceitos que dá origem ao comunismo-cooperativista, não se empenham com afinco para que isso ocorra. Pelo contrário, negligencia em suas liturgias e cerimoniais quando focam o individualismo em detrimento do coletivo. É no seio religioso que nasce o comunismo-cooperativista determinado por Jesus e exposto em Atos dos Apóstolos. Quiçá os líderes religiosos conhecessem mais a fundo esse sistema, e se empenhassem em estimular a prática do mesmo, causariam um impacto global que desestruturaria os sistemas individualistas reinantes em todos os cantos do mundo.

sábado, 2 de julho de 2011

Hoje é o "Dia Internacional do Cooperativismo 2011".

O Dia Internacional do Cooperativismo foi instituído em 1923, no Congresso da Aliança Cooperativa Internacional - ACI, com o objetivo de comemorar, no primeiro sábado de julho de cada ano, a confraternização de todos os povos ligados ao Cooperativismo.
Originalmente denominava-se "Dia da Cooperação".
Com o tempo passou a ser chamado "Dia do Cooperativismo", e atualmente, "Dia Internacional do Cooperativismo".
O Dia Internacional do Cooperativismo, instituído em l923 no Congresso da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), é comemorado no primeiro sábado de julho de cada ano, dia da confraternização de todos os povos ligados pelo cooperativismo. No Brasil, a construção de um estado cooperativo surgiu com os jesuítas por volta de 1610. Por mais de 150 anos, esse modelo deu exemplo de sociedade solidária, fundamentada no trabalho coletivo, onde o bem-estar do indivíduo e da família se sobrepunha ao interesse econômico da produção.
Mas o movimento cooperativista no Brasil surgiu mesmo em 1847 nos sertões do Paraná seguindo modelos europeus. A partir desta data cada cooperativa fez sua própria história. As cooperativas de crédito, esfaceladas desde meados dos anos 60 e durante a década de 70, buscam novamente seu espaço. Em 1902, no Rio Grande do Sul, um padre jesuíta implantou um modelo de cooperativismo baseado em experiências alemãs junto a pequenas comunidades rurais e vilas. No final dos anos 20, um segundo modelo de cooperativa de crédito chegava ao Brasil.
O terceiro e último modelo chegou ao País no final da década de 50 com Maria Thereza Rosália Teixeira Mendes, a Terezita, como carinhosamente era chamada. Ela organizou a constituição de dezenas de cooperativas de crédito mútuo em todo Brasil.
No Brasil, existem 5.700 cooperativas e 6 milhões de cooperados. As cooperativas geram cerca de 168 mil empregos diretos e estão presentes na agropecuária, saúde, trabalho, educação, habitação, crédito, consumo, serviços, eletrificação e telecomunicação. O cooperativismo de crédito soma mais de 1.000 cooperativas e mais de 1 milhão de associados.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Cooperativisvo e as Redes Sociais

Comunicação em tempo real, agilidade e facilidade no ambiente de negócios, informações em quantidades inimagináveis ao alcance da mão de qualquer pessoa que tenha acesso a um computador são algumas possibilidades oferecidas pela internet.
As redes sociais e a Internet são movimentos indissociáveis, nos quais os usuários dispõem da capacidade de apropriar-se das ferramentas disponíveis compondo um espaço onde conhecimentos – científicos ou oriundos do senso comum - crenças, desejos e atitudes podem associar-se em uma mistura livre, sem lugares definidos.
A ampla acessibilidade, inserida na dinâmica “de todos para todos”, vem transformando também os relacionamentos profissionais e comerciais. Um número cada vez maior de organizações vem utilizando os recursos das redes sociais para divulgar suas marcas, comercializar seus produtos e, até mesmo, prospectar e selecionar novos talentos profissionais.
Neste contexto é possível perceber que as redes e mídias sociais extrapolam, em muito, o escopo que abarca a diversão e a socialização dos nossos jovens. Tornaram-se ferramentas de trabalho onde a juventude da chamada geração Y desfia seus talentos e habilidades.
O cooperativismo deve encarar os desafios contidos na utilização da internet e das redes sociais para divulgar sua “marca”, seus princípios e objetivos à população jovem. Fazer-se conhecido do público jovem é fundamental para a perpetuação e a expansão do movimento cooperativista.
Segundo um estudo conduzido pelo Ibope, em 2010, mais de 90% dos internautas - predominantemente das classes A, B e C - brasileiros estão cadastrados em pelos menos 1 sítio de relacionamento, situação que evidencia o potencial das redes sociais como elementos de disseminação do ideário e doutrinário do cooperativismo.
Entre as vantagens da utilização, pelo sistema cooperativista, das redes sociais podemos elencar, minimamente, os seguintes itens:
- A criação de um canal de comunicação direta com o usuário aproxima a “imagem institucional” do usuário/cliente;
- A construção de uma presença digital marcante, em um universo sem barreiras geográficas, contribuindo para o fortalecimento da “marca”;
- A possibilidade de acompanhar, em tempo real, o que os usuários falam/pensam sobre a organização;
Mídias tipicamente jovens e ativas, as redes sociais têm, entre suas características mais marcantes, o diálogo e o compartilhamento de interesses e informações além, é claro, da velocidade na troca destas informações. Mídia social não é apenas tecnologia, é relacionamento, é juventude em pleno movimento.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Cooperativas Populares do RJ

As cooperativas populares são organizações de ajuda mútua formadas por trabalhadores economicamente marginalizados, desempregados ou subempregados, os quais, visando a geração de trabalho e renda, se associam voluntariamente e contribuem igualitariamente para a composição do capital necessário a formação da sociedade cooperativa, sendo a força de trabalho o principal capital de que dispõem. Além de ser uma forma de produzir atraente e solidária, por permitir aos trabalhadores associados gerarem renda e reinvestirem parte dela em benefício do grupo, o trabalho em cooperativas populares possui também um caráter transformador. As interações entre as pessoas possuem maior relevância e os critérios de valor igualitários, democráticos e "humanos" são privilegiados em relação aos critérios de racionalidade (produtividade, lucro, crescimento...) da economia capitalista.
Em 1999, visando dar uma identidade ao movimento, as Cooperativas Populares do Rio de Janeiro elaboraram um documento onde expuseram seus principais valores e diretrizes. Este documento, ao destacar, sob diferentes aspectos, o que caracteriza uma cooperativa popular, têm orientado muitos grupos na construção de suas cooperativas e contribuído para a promoção do Cooperativismo Popular:
Quanto à origem
As cooperativas populares são, em geral, formadas por iniciativa de profissionais de um mesmo ramo que estejam desempregados ou vivenciando situações de marginalidade econômica.
Quanto a constituição do capital
A força de trabalho é, senão o único, o principal capital que os associados dispõem no processo de criação de uma cooperativa popular; A cota parte estabelecida é igual para todos os associados e é recolhida só depois da primeira remuneração recebida. As cotas partes são estabelecidas em função dos custos necessários para legalização da cooperativa.
Quanto à gestão democrática
A diretoria de uma cooperativa popular é eleita entre os associados, com renovação garantida de pelo menos 2/3 da direção a cada eleição. As decisões são tomadas em assembléia e registradas em ata. Há conselho fiscal e conselho de ética atuantes.
Quanto a distribuição de renda
A remuneração dos trabalhadores em uma cooperativa é proporcional ao trabalho realizado e não pode exceder a três vezes o valor da menor remuneração dos cooperados, exceto quando a base salarial da categoria a ser remunerada for superior. A tabela de remuneração de todos os cooperados, inclusive diretores, é aprovada em assembléia geral, com divisão eqüitativa das sobras.
Quanto a divisão de tarefas
Todo trabalho é desenvolvido pelo associado, não havendo terceirização das atividades.
Quanto aos instrumentos de princípios autogestionários.
A criação e fiscalização dos instrumentos voltados para o desenvolvimento autogestionário da cooperativa, tais como: estatuto, regimento, fundos, atas, são de fundamental importância.
Quanto ao quadro de associados
Cabe aos associados conhecer os instrumentos de gestão democrática da cooperativa, participar das assembléias e fazer cursos de capacitação profissional.
Quanto às garantias de continuidade de uma cooperativa popular
Toda cooperativa popular deve possuir fundos de investimento que proporcione seu crescimento como empresa, assim como um fundo social que propicie a seguridade, descanso remunerado, gratificação natalina, entre outros benefícios propostos pelos associados.
Quanto à responsabilidade social
As cooperativas populares devem procurar contribuir nas ações de melhoria de sua comunidade e priorizar o ingresso de pessoas da comunidade na cooperativa. Um percentual mínimo de 1% das sobras deve ser destinado ao fundo intercooperativo.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

OS RAMOS DO COOPERATIVISMO

 O modelo cooperativo tem sido usado para viabilizar negócios em vários campos de atuação. Para efeito de organização do Sistema Cooperativo elas estão organizadas por ramos conforme a área em que atuam. São eles:

Cooperativas Agropecuárias

Reúnem produtores rurais ou agropastoris e de pesca, que trabalham de forma solidária na realização das várias etapas da cadeia produtiva: da compra de sementes e insumos até a colheita, armazenamento, industrialização e venda no mercado da produção. Para assegurar eficiência, a Cooperativa pode também, promover a compra em comum de insumos com vantagens que, isoladamente, o produtor não conseguiria.


Cooperativas de Consumo
Caracterizam-se pela compra em comum de artigos de consumo para seus cooperantes, buscando diminuir o custo desses produtos. Na prática funcionam como supermercados.

Cooperativas de Crédito
São sociedades de pessoas destinadas a proporcionar assistência financeira a seus cooperantes. Funcionam mediante autorização e fiscalização do Banco Central do Brasil, porque são equiparadas às demais instituições financeiras. Para consecução de seus objetivos podem praticar as operações passivas típicas de sua modalidade, como obter recursos no mercado financeiro, nas instituições de crédito, particulares ou oficiais, através de repasses e refinanciamentos. Podem captar recursos via depósito à vista e a prazo, de seus cooperantes; fazer cobrança de títulos, recebimentos e pagamentos, mediante

convênios correspondentes no país, depósitos em custódia e outras captações típicas da modalidade. No que se refere às operações ativas, diferem dos bancos, fundamentalmente, porque só podem contratar essas operações, isto é, empréstimos de dinheiro, com seus cooperantes, ao contrário dos bancos, que operam com o público em geral. O cooperativismo de Crédito em nosso país estava organizado em 2 modalidades distintas, as cooperativas de crédito mútuo (urbano) e as cooperativas de crédito rural. O modelo brasileiro era o que se chama de cooperativas fechadas, pois só podiam associar pessoas de um grupo social específico, por exemplo, para ser sócio de uma cooperativa de crédito rural a pessoa tinha que ser proprietário de uma propriedade rural e, para ser sócio de uma cooperativa de crédito mútuo, a pessoa tinha que pertencer a um grupo profissional específico, médicos, advogados, ou, trabalhar em uma mesma empresa, exemplo, SEBRAECOOP.

Este cenário mudou com a resolução 3106 do Banco Central que criou as chamadas cooperativas mistas. A partir dessa resolução as cooperativas de crédito rural poderão associar pessoas de outros grupos sociais, independentes de terem propriedade rural ou não. O mesmo valendo para as cooperativas de crédito mútuo que podem associar pessoas de diferentes grupos profissionais. A resolução criou também, a cooperativa de empreendedores formada por empresários dos vários ramos da atividade empresarial


Cooperativas Educacionais

Surgiram como uma solução para a crise que enfrentavam as escolas brasileiras. Pais e alunos se uniram para enfrentar a falta de estrutura do ensino público e o alto custo das mensalidades das escolas particulares. Essas cooperativas podem oferecer todos os níveis de ensino ou, concentrar o serviço apenas em um tipo de atendimento como educação infantil, por exemplo. Outras oferecem cursos profissionalizantes. Há ainda as escolas agrícolas. A escolha do nível de ensino em que a cooperativa vai atuar depende, também, das necessidades das pessoas cooperadas. A vantagem desse modelo é a de que os pais dos alunos participam da definição da proposta pedagógica da escola e dos custos necessários para viabiliza-la.

Cooperativas Especiais

Compostas pelas cooperativas constituídas por pessoas que precisam ser tuteladas. A Lei n. 9.867, do dia 10 de setembro, de 1999, criou a possibilidade de se constituírem cooperativas “sociais” para organização e gestão de serviços sociosanitários e educativos, mediante atividades agrícolas, industriais, comerciais e de serviços, contemplando as seguintes pessoas: deficientes físicos, sensoriais, psíquicos e mentais, dependentes de acompanhamento psiquiátrico permanente, dependentes químicos, pessoas egressas de prisões, os condenados a penas alternativas à detenção e os adolescentes em idade adequada ao trabalho e situação familiar difícil do ponto de vista econômico, social ou afetivo. As cooperativas sociais organizam o seu trabalho, especialmente no que diz respeito às dificuldades gerais e individuais das pessoas em desvantagem, e desenvolvem e executam programas especiais de treinamento, com o objetivo de aumentar-lhe a produtividade e a independência econômica e social. A condição de pessoa em desvantagem deve ser atestada por documentação proveniente de órgão da administração pública, ressalvando-se o direito à privacidade. O estatuto da dita “Cooperativa Social” poderá prever uma ou mais categorias de sócios voluntários, que lhes preste serviços gratuitamente, e não estejam incluídos na definição de pessoas em desvantagem.

Cooperativas de Habitação
Compostas pelas cooperativas destinadas à construção, manutenção e administração de conjuntos habitacionais para seu quadro social. As cooperativas deste tipo utilizam o autofinanciamento ou as linhas de crédito oficiais pra produzir imóveis residenciais com preços abaixo do que se pratica normalmente no mercado, conseguidos através de gestão dos recursos com maior eficiência. O custo total do empreendimento é rateado, de acordo com a unidade escolhida, entre os cooperantes, que contribuem com parcelas mensais e acompanham todas as fases da produção dos imóveis: da aquisição do terreno e elaboração do projeto até a entrega das chaves.

Cooperativas de Infra-estrutura
Antes denominado “Energia/Telecomunicações e Serviços”, composto pelas cooperativas, cuja finalidade é atender direta e prioritariamente o próprio quadro social com serviços de infra-estrutura. As cooperativas de eletrificação rural, que são a maioria, aos poucos estão deixando de ser meras repassadoras de energia para se transformar em geradoras de energia.

Cooperativas de Mineração
Compostas pelas cooperativas com finalidade de pesquisar, extrair, lavrar, industrializar, comercializar, importar e exportar produtos minerais

Cooperativas de Produção

Compostas pelas cooperativas dedicadas à produção de um ou mais tipos de bens e mercadorias, sendo os meios de produção coletivos, através da pessoa jurídica, e não individual do cooperante. É um ramo relativamente novo, cuja denominação pertencia antes ao ramo agropecuário. Para os empregados, cuja empresa entra em falência, a cooperativa de produção geralmente é a única alternativa para manter os postos de trabalho.

Cooperativas de Saúde

Compostas pelas cooperativas que se dedicam a recuperação e preservação da saúde humana. É um dos ramos que mais rapidamente cresceu nos últimos anos, incluindo médicos, enfermeiros, dentistas, psicólogos e profissionais afins. Nelas são três as preocupações básicas: valorização do profissional com melhor remuneração, condições de trabalho adequadas e atendimento de qualidade ao paciente. É interessante ressaltar que esse ramo surgiu no Brasil e está se expandindo rapidamente para outros países.

Cooperativas de Trabalho
São sociedades de pessoas que, reciprocamente, se obrigam a contribuir com bens ou serviços para o exercício de uma atividade econômica, de proveito comum, sem objetivo de lucro, vez que o resultado do trabalho é dividido ente os cooperantes. Trata-se de uma modalidade que vem despontando como opção para gerar, manter ou recuperar postos de trabalho. Denominam-se cooperativas de trabalho, tanto as que produzem bens como aquelas que produzem serviços, sempre pelos próprios cooperantes. Atividades como artesanato, consultoria, auditoria, costura, informática e segurança, são alguns exemplos da atuação deste tipo de cooperativa.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O Cooperativismo Social

O cooperativismo social, vertente de uma das propostas que estão na raiz do cooperativismo que é a responsabilidade social.
Representando 8% da força de trabalho na Europa, a economia social envolve cerca de nove milhões de pessoas, empregando principalmente trabalhadores desfavorecidos, o cooperativismo social é um modelo da nova geração de cooperativas que surgiram no mundo nos últimos 30 anos.
De acordo com o presidente da ACI, o Parlamento Europeu define a economia social pela prioridade do indivíduo sobre o capital. O objetivo das cooperativas sociais é o trabalho voltado especificamente para a melhoria da situação social das pessoas carentes e grupos marginalizados, como idosos ou deficientes mentais. Na Itália, as cooperativas sociais já são o maior fornecedor de serviços sociais do país.
Existem na Itália cerca de seis mil cooperativas com 160 mil adeptos, dentre os quais 15 mil desfavorecidos. A idéia está se difundindo também na Espanha, França e Suécia. Normalmente são cooperativas pequenas, com no máximo 22 adeptos. Os profissionais que trabalham internamente têm alto nível técnico.
Baberini classificou as cooperativas sociais em dois tipos: A - que trabalha com educadores, assistentes sociais, enfermeiros, cujo público são deficientes, idosos, menores de idade e dependentes químicos, tendo como atividades principais prestação de saúde, educação, entre outras; e B - que trabalha com a inclusão social de pessoas desfavorecidas, como desempregados, mendigos, entre outros. As atividades principais desenvolvidas por este tipo de cooperativa são a reciclagem de lixo, artesanato, limpeza, entre outras.
“A empresa cooperativa demonstrou, ao longo de todos esses anos, uma grande capacidade evolutiva, passando com competência dos setores mais tradicionais para os inovadores”, afirmou Barberini. Nos últimos 160 anos, os números do cooperativismo se multiplicaram: 800 milhões de sócios, 100 milhões de adeptos, 400 milhões de agricultores associados em cooperativas, 50% da produção agrícola mundial passando por atividades das cooperativas e presença em mais de 100 países.
Para mostrar e evolução do cooperativismo no mundo, o presidente da ACI disse que Atualmente na Índia existem cinco milhões de cooperativas, envolvendo 236 milhões de pessoas. Nos Estados Unidos, há 26 milhões de sócios de cooperativas de eletrificação e 40% da população americana tem alguma ligação com cooperativas de crédito.
Na Estônia, 45% das famílias vivem em casas de cooperativas e na Holanda, as cooperativas agrícolas cobrem 75% do mercado. No Brasil, segundo ele, nos últimos 90 anos, o cooperativismo cresceu seis vezes. Apenas no ano passado, as cooperativas foram responsáveis por exportações no valor de US$ 1 bilhão.
O Sebrae também é um parceiro do cooperativismo. O Sistema Sebrae apóia mais de dois mil empreendimentos coletivos, como associações, cooperativas, consórcios e núcleos setoriais.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Conceitos de Cooperativismo e Associativismo

 O associativismo e o cooperativismo são conceitos que apresentam correlação às definições dos capitais: humano, social e empresarial – fatores estes fundamentais para a promoção do desenvolvimento territorial.

O capital humano, na medida em que pressupõe o crescimento das habilidades, conhecimentos e competências das pessoas, pode se incorporar ao conceito do associativismo no que se refere à proposta de reunir um grupo de pessoas ou de entidades em busca de interesses comuns, sejam eles econômicos, sociais, filantrópicos, científicos, políticos ou culturais.

Esse grupo de pessoas ou entidades, para alcançarem seus fins, necessita, também, de confiança, cooperação, ajuda mútua, o que nos remete ao conceito de capital social. Assim, as associações, e a forma como reúnem seus objetivos, mesmo que não sejam lucrativos, devem adotar métodos de trabalho que estimulem o fortalecimento do capital humano e social, favorecendo sua forma de organização e motivação das pessoas envolvidas.

O cooperativismo, por sua vez, apresenta uma relação estreita com o conceito de capital empresarial ou cultura empreendedora. Em sua essência, o cooperativismo caracteriza-se por uma forma de produção e distribuição de riquezas baseada em princípios como a ajuda mútua, a igualdade, a democracia e a equidade. Desta forma, para que o cooperativismo seja eficiente no sistema econômico, é fundamental o crescimento da atitude pró-ativa dos agentes locais que se tornam sujeitos protagonistas do seu empreendimento, melhorando, assim, as condições de renda dos cooperados, bem como as condições de trabalho e a independência do trabalhador. Nota-se, aí, a importância de uma atitude empreendedora dos sujeitos, como preconiza o conceito de capital empresarial.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Vídeo - História do Cooperativismo

Este vídeo foi elaborado e apresentado em maio/2011 na disciplina de Mercados Cooperativos, do curso superior em Gestão de Cooperativas, UNIVATES. Turma do professor João Carlos Britto.

O desenvolvimento do Cooperativismo.

Foi lento o crescimento do cooperativismo no país. Entretanto, dois fatores deram-lhe impulso a partir da década de 30 do século passado: a crise econômica, provocada pelo colapso da Bolsa de New York, de 1929 e o governo instalado pela revolução de 1930. Até essa data, o cooperativismo no Brasil caminhava muito lentamente. Foi a crise econômica mundial estimulou a emergência de cooperativas, especialmente no Sul do país.
Até o princípio do século XX, a legislação brasileira – e o próprio Código de Comércio de 1850 – era omissa quanto às sociedades cooperativas. A primeira regulação legal deu-se pelo Decreto nº 1637, de 05.01.1907, que disciplinou a criação de sindicatos profissionais e sociedades cooperativas. Todavia, foi com o Decreto nº 22.239, de 19.12.1932, que o cooperativismo se consolidando no Brasil.
Pelo Novo Código Civil, as sociedades cooperativas são “sociedades personificadas não empresárias” e “sociedades mistas (de Pessoas e de Capital)”. Seu capital social é dividido em cotas-partes, que não podem ser transferidas a terceiros estranhos à sociedade, ainda que por herança. Nenhum associado pode subscrever mais de um terço do total das cotas-partes – salvo em condições especiais. As transferências entre associados devem ser averbadas no Livro de Matrícula, mediante termo que conterá as assinaturas do cedente, do cessionário e do diretor que o estatuto designar. As cooperativas são regidas pelos artigos 1.093 a 1.096 do Código Civil, Lei nº 10.406, de 10.01.2002, e pela Lei nº 5.764, de 16.12.1971 (naquilo em que ela não colide com a Constituição Federal e o Código Civil).

Segundo a Organização das Cooperativas Brasileiras, em dezembro de 2009 havia em nosso país 7.261 cooperativas, as quais tinham 8.252.410 associados e 274.190 empregados, atuando nos ramos de agropecuário, consumo, crédito, educacional, habitacional, infraestrutura, mineral, produção, saúde, trabalho, transporte e turismo e lazer e fazendo uma movimentação econômica anual estimada em 88,50 bilhões de reais e exportando quase dois bilhões de dólares em 1996.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Cooperativa

De acordo com a definição proposta pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), cooperativa é uma associação de pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer aspirações e necessidades econômicas, sociais e culturais comuns, através de uma empresa de propriedade comum e democraticamente gerida. Cultura da cooperação é uma filosofia baseada em conceitos e valores humanísticos como solidariedade, confiança e organização funcional de grupos. Tem como propósito substituir o individualismo pela ação coletiva. Foi a partir dos conceitos adotados pela cultura da cooperação que o cooperativismo se desenvolveu. Dados da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) mostram que existem, atualmente, 800 milhões de cooperados em todo mundo. No Brasil, o cooperativismo mantém seis milhões de cooperados e gera cerca de 160 mil empregos, de acordo números da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

domingo, 15 de maio de 2011

O Owenismo

A busca por uma sociedade baseada na cooperação e não na competição é contemporânea do liberalismo que defendia a tese de que o interesse pessoal e os impulsos naturais de competição estimulavam a atividade econômica e garantiam a produção de mais bens a menor custo, beneficiando toda a nação.
Em 1799, Robert Owen (1771-1858) tornou-se sócio e administrador das manufaturas de algodão em New Lanark, Escócia. Revoltado com os maus tratos infligidos aos trabalhadores, Owen decidiu melhorar suas vidas e mostrar que era possível fazê-lo sem prejuízo dos lucros. Assim, elevou os salários, ofereceu melhores condições de trabalho, passou a não admitir crianças menores de 10 anos, deu aos trabalhadores moradia, alimentos e roupas descentes.
A partir de experiências como a de New Lanark, os owenistas elaboraram minuciosamente os fundamentos de suas idéias:
•o trabalho é a fonte de toda riqueza e portanto é a classe trabalhadora que cria toda a riqueza;
•embora os trabalhadores sejam os produtores da riqueza, ao invés de serem os mais ricos, são os mais pobres, e assim sendo, não podem receber apenas recompensas pelo seu trabalho;
•viver em comunidade sob os princípios da cooperação mútua, da posse comum e da igualdade de direitos.
Levando à prática estas idéias, os owenistas propunham como diretrizes para a cooperativa que os cooperativados se protegessem mutuamente contra a pobreza através de um capital comum, a ser constituído a partir de uma subscrição semanal, que formaria um fundo, e o investimento deste capital em atividades comerciais, a fim de gerar trabalho para seus membros.
Owen defendia que “toda a ordem econômica e social deveria ser substituída por um novo sistema baseado na convivência harmoniosa e não na competição. Rompendo suas ligações com o sindicalismo e com as experiências cooperativistas em seu aspecto mercantil, “Owen tornou-se um visionário”.[9]
O movimento Owenista atravessou embates internos profundos. Os socialistas defendiam um novo “sistema social” e os outros defendiam o Owenismo como uma nova religião racional. Em 1839, os socialistas assumiram a direção da comunidade de Queenswood, que passou a se chamar Harmony Hall, e começaram a por em prática os princípios da nova vida. Apesar das divergências, a comunidade começou a funcionar graças ao apoio de alguns ricos convertidos ao Owenismo. No entanto, com o passar do tempo, os conflitos surgiram. Alguns defendiam a igualdade total entre pobres e ricos e os outros, os ricos, não quiseram abrir mão dos padrões de vida a que estavam acostumados.
Por exemplo, empregando trabalhadores domésticos para serviços caseiros.
Queenswood fechou em 1846. Dentre os motivos, os mais relevantes foram:

•fim do apoio financeiro dos sócios mais ricos;
•divisão entre ateus e não ateus;
•divergências entre lideranças com relação à capacidade dos trabalhadores exercerem a auto-gestão.
Segundo Thompson,
“o Owenismo foi a primeira das grandes doutrinas sociais a criar no imaginário popular a aceitação das máquinas da revolução industrial pois mostrou para as massas que não era a máquina em si o motivo do lucro mas sim o controle do capital social e que a alternativa era o controle social em bases de cooperativas”.

O Cartismo

Ao movimento cartista aderiram trabalhadores e radicais intelectuais em torno de uma plataforma de reformas políticas. Nas décadas de 1830-1840, os cartistas lutaram por medidas como:
•sufrágio universal masculino;
•voto secreto;
•fim da exigência de propriedade para os candidatos a membros do Parlamento;
•eleições anuais para o Parlamento.
O programa cartista perdurou até o final do século quando todas as suas reivindicações foram aceitas com exceção das eleições anuais. O grande momento do movimento ocorreu em 1848 quando o irlandês O’Connor organizou uma manifestação popular e apresentou ao Parlamento um abaixo-assinado com 2 milhões de assinaturas.

Engels caracterizou o cartismo como

“a forma condensada da oposição à burguesia... um movimento essencialmente operário que não estava nitidamente separado da pequena burguesia radical”.

OS MOVIMENTOS QUE ANTECEDERAM ROCHDALE

Fortes movimentos sociais antecederam a fundação da Sociedade dos Pioneiros de Rochdale. A revolta dos trabalhadores contra as condições de vida e de trabalho impostas pela burguesia deflagrou-se desde que o desenvolvimento industrial teve início. Destes movimentos, os dois que mais influenciaram o cooperativismo foram:

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Origens do cooperativismo no Brasil

No Brasil, nossos povos indígenas, através da realização de atividades econômicas e sociais em comum, deram origem à prática do mutirão, atividade comum em nosso país. Os nossos índios adotam um sistema tribal de ajuda mútua desde o plantio da terra, a colheita, o armazenamento, a caça, a moradia ou a educação de suas crianças. Essas formas de cooperação foram evoluindo ao longo do tempo, chegando ao que hoje denominamos cooperativismo moderno.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

História do Cooperativismo

No século 18 aconteceu a Revolução Industrial na Inglaterra. A mão-de-obra perdeu grande poder de troca. Os baixos salários e a longa jornada de trabalho trouxeram muitas dificuldades socioeconômicas para a população. Diante desta crise surgiram, entre a classe operária, lideranças que criaram associações de caráter assistencial. Esta experiência não teve resultado positivo.
Com base em experiências anteriores buscaram novas formas e concluíram que, com a organização formal chamada cooperativa era possível superar as dificuldades. Isso desde que fossem respeitados os valores do ser humano e praticadas regras, normas e princípios próprios.
Então, 28 operários, em sua maioria tecelões, se reuniram para avaliar suas idéias. Respeitaram seus costumes, tradições e estabeleceram normas e metas para a organização de uma cooperativa. Após um ano de trabalho acumularam um capital de 28 libras e conseguiram abrir as portas de um pequeno armazém cooperativo, em 21-12-1844, no bairro de Rochdale-Manchester (Inglaterra).
Nascia a Sociedade dos Probos de Rochdale, conhecida como a primeira cooperativa moderna do mundo. Ela criou os princípios morais e a conduta que são considerados, até hoje, a base do cooperativismo autêntico. Em 1848, já eram 140 membros e, doze anos depois chegou a 3.450 sócios com um capital de 152 mil libras.
Fonte: OCB

sábado, 30 de abril de 2011

Entendendo o Cooperativismo

Por Camila Conceição Faria
As Cooperativas são empresas formadas e dirigidas por uma associação de indivíduos que possuem os mesmos direitos e o mesmo objetivo, o de realizar uma atividade econômica ou prestar serviços diretamente ao consumidor final, eliminando intermediários.
O Cooperativismo é uma doutrina econômica cujo objetivo é solucionar os problemas sociais através de comunidades de cooperação formadas por indivíduos livres, que se responsabilizariam pela gestão da produção e teriam direitos iguais sobre os bens produzidos. Para muitos, esta é uma forma alternativa ao capitalismo e ao socialismo, no entanto, suas raízes encontram-se no chamado “socialismo utópico”, movimento do qual fez parte o inglês, Robert Owen, patrocinador da primeira cooperativa européia em 1844. O cooperativismo ganhou força com a Revolução Industrial, quando muitos artesãos viram nesta atividade uma forma de se organizar e se reerguer fazendo frente aos novos meios de produção que se impunham.
No contexto econômico e sociológico, cooperativismo é toda relação entre indivíduos e/ou entidades onde exista ajuda mútua com a finalidade de se alcançar um objetivo comum, utilizando-se de métodos mais ou menos consensuais entre as partes.
Pode-se afirmar que o cooperativismo se opõe à política capitalista monopolista das grandes corporações, sendo visto por muitos como a forma ideal de gestão das interações humanas. No entanto, deve-se lembrar que determinadas formas de cooperação são consideradas ilegais em algumas jurisdições por prejudicar o acesso a certos recursos, medida esta, que é tomada a fim de se evitar, por exemplo, a formação de cartéis, afinal, ainda que alguns estudos demonstrem a inclinação altruísta do ser humano em agir de forma a cooperar em busca de benefícios ao grupo, sua natureza regida por motivações pessoais egoístas, cria a possibilidade de cada indivíduo agir em sentido contrário, valorizando interesses pessoais em detrimento dos objetivos do grupo; essa possibilidade é retratada no conhecido “dilema do prisioneiro”, onde o comportamento individualista acaba recebendo uma punição e a cooperação sendo recompensada. Apesar desta observação não se pode negar que, a cada dia, a sociedade valoriza e incentiva cada vez mais o “espírito cooperativista” do indivíduo, principalmente na vida profissional, onde as empresas buscam, cada vez mais, profissionais capazes de trabalhar em grupo, de compartilhar e de absorver novos conhecimentos através da troca com outros indivíduos no ambiente de trabalho.
O Cooperativismo, além de uma forma alternativa de atividade econômica, é um meio de resgatar valores como a ajuda mútua, o compromisso pessoal com a atividade desenvolvida, a igualdade entre os indivíduos, transparência e, principalmente a democracia e a responsabilidade social.

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